Um levantamento do Programa Nacional de Imunizações (PNI) revelou que o Brasil conseguiu atingir a meta de cobertura vacinal de 95% para apenas duas vacinas em 2025: a BCG, que protege recém-nascidos contra formas graves de tuberculose, e a hepatite B aplicada nas primeiras horas de vida.
Todas as demais vacinas do calendário infantil ficaram abaixo da meta recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre as mais preocupantes estão a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), com cobertura de apenas 79%, e a poliomielite, com 81%.
Esses números acendem um alerta vermelho. A queda sustentada na cobertura vacinal abre espaço para o retorno de doenças já controladas, como o sarampo e a poliomielite — Dra. Carla Domingues, ex-coordenadora do PNI.
Especialistas apontam múltiplos fatores para a baixa adesão: desinformação nas redes sociais, dificuldades logísticas em regiões remotas, horários restritos das UBS e a falsa percepção de que doenças controladas não representam mais risco.
O Ministério da Saúde anunciou que intensificará as campanhas de multivacinação em 2026, com estratégias de busca ativa e ampliação de horários nos postos de saúde.
