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Governo 14/02/2026 🕐 7 min de leitura

CPF passa a ser o identificador único do SUS: 111 milhões de cadastros serão inativados

Ministério da Saúde unifica a base de dados do sistema público de saúde usando o CPF, eliminando duplicidades e combatendo fraudes

Camila Torres

Repórter Investigativa

CPF passa a ser o número do SUS

O Ministério da Saúde iniciou a emissão do Cartão Nacional de Saúde (Cartão SUS) utilizando o Cadastro de Pessoa Física (CPF) como identificador único no Sistema Único de Saúde. A medida, que entrou em vigor em outubro de 2025, representa a maior transformação digital já realizada no SUS.

Com a mudança, o antigo número do Cartão SUS — composto por 15 dígitos — deixa de ser necessário. O CPF do cidadão passa a ser o único documento exigido para acessar os serviços de saúde pública em todo o país.

O CPF como identificador único traz mais segurança, elimina fraudes e garante que cada cidadão tenha um único registro no sistema. É um passo fundamental para a integração digital do SUS — Ana Nísia Trindade Lima, Ministra da Saúde.

O que muda na prática

Para o cidadão, a principal mudança é a simplificação: basta apresentar o CPF em qualquer unidade de saúde do país para ser atendido. O novo Cartão SUS digital, disponível no aplicativo Meu SUS Digital, já é emitido automaticamente com base no CPF.

A base de dados do SUS — o CadSUS — contava com mais de 300 milhões de cadastros, muito acima da população brasileira de 203 milhões de habitantes. Isso se devia a duplicidades, cadastros sem CPF e registros desatualizados.

Inativação de 111 milhões de cadastros

O Ministério da Saúde anunciou um cronograma para a inativação de aproximadamente 111 milhões de cadastros que não possuem CPF vinculado ou estão duplicados. O processo será gradual:

  • Outubro/2025: Início da emissão do novo Cartão SUS com CPF
  • Novembro/2025: Inativação de cadastros sem CPF e sem movimentação recente
  • 2026: Conclusão da limpeza da base de dados

Atendimento garantido para quem não tem CPF

O Ministério da Saúde ressaltou que nenhum cidadão ficará sem atendimento. Pessoas que não possuem CPF — como indígenas, pessoas em situação de rua e estrangeiros — continuarão sendo atendidas normalmente. As unidades de saúde farão o cadastro emergencial e auxiliarão na obtenção do CPF junto à Receita Federal.

Combate a fraudes

A unificação também visa combater fraudes no sistema de saúde. Com múltiplos cadastros por pessoa, havia casos de uso indevido de recursos públicos, duplicação de registros de procedimentos e inconsistências nos dados epidemiológicos.

Fontes: Ministério da Saúde — gov.br (set/2025); G1/Globo (set/2025); Agência Brasil (set/2025); COSEMS/SP. Conteúdo revisado conforme os protocolos do Ministério da Saúde/SBIm.

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